4º Capítulo: Um novo começo
Meus últimos dias na clínica, já eram visíveis. Agora todos os médicos iam ao meu favor, até que foi anunciado que iriam fazer a ultima seção de terapia, dessa vez com três psicólogos avaliando o pedido de alta da equipe.
Não me preocupei com a notícia, achei aquilo engraçado. No dia da minha última avaliação me deram roupas normais para usar, uma calça jeans e uma camiseta branca, até então só usava o uniforme azul da clínica.
Na sala sentei em uma cadeira velha de madeira de frente para uma mesa com três médicos que nunca tinha visto, eles tinham o olhar bem sério, o silêncio dominou a sala, até que um dos três começou a falar. “Paciente Christopher Solivan, trinta e um anos, internado a sete, avaliação de pedido de alta”. Disse o doutor mais jovem da esquerda.
O médico do meio começou a falar. “Senhor Christopher, o senhor acredita estar pronto para sair da clínica?”. Aparentava ser o mais velho entre os três.
“Sim, claro!”. Falei o mais sério que conseguia.
“Certo, nos vamos começar a fazer perguntas sobre os seus problemas, tudo bem?” Agora ele anotava algo no papel que estava preso a uma prancheta à sua frente.
A partir daí foi mais de uma hora de perguntas sobre toda minha vida na clínica, perguntas que Mariah já havia feito, então nenhuma delas foi novidade quando falavam. Todos eles perguntavam de forma agressiva, dispostos a me provocar, mais só conseguia responder tranquilamente porque me vinha na memória à maneira de como Mariah falava a mesmas perguntas de forma tranquila e serena.
A última pergunta da mesa foi novidade para mim. “Você acredita em vampiros?” Pensei um pouco, e senti ansiedade dos médicos em escutar um sim da minha boca. Mas respondi. “Claro que existem, em grande fábulas escritas, por grandes autores, mas nunca conheci nenhum”. Eles riram da minha resposta.
Falaram obrigado, e que iriam anunciar amanhã se eu teria alta. Não fiquei preocupado, sabia que amanhã eu iria embora da clínica, e que estava preparado pra começar uma nova vida, um novo começo.
Acordei com uma enfermeira falando muito animada que minha mãe estava me aguardando lá fora, que eu já poderia arrumar as minhas coisas, que já haviam me dado alta. Olhei para ela e agradeci com um enorme sorriso no rosto, levantei animado arrumei as poucas coisas que tinha falei obrigado para todos os funcionários que conhecia, mas senti falta de Mariah ela não estava lá, pensei que ela fosse aparecer no dia que ela mais desejava. O que poderia estar acontecendo com ela?
Ao atravessar a última porta da clínica para rua senti uma forte vontade de chorar, estava exatamente no ponto final de um caminho e no começo de uma nova vida. Minha mãe me esperava feliz, com um sorriso grande e bonito, o primeiro gesto dela foi abrir a porta do carro e falar. “Bem vindo filho!”
Nos cumprimentamos e entrei no carro, o caminho para casa foi de muita felicidade apesar de perceber que minha mãe estava sempre muito receosa de falar naturalmente comigo, até que eu não aguentei e perguntei. “Mãe você pode falar normalmente sobre qualquer coisa, inclusive sobre Cintia”. Falando de forma carinhosa. Cintia e Narian eram a mesma pessoa, somente eu sabia o verdadeiro nome dela. Quando Narian sumiu sem qualquer explicação suspeitavam que eu tinha alguma ligação com o desaparecimento dela, como fiquei desesperado e “louco” por não ter ouvido se quer um adeus dela, a investigação acabou sendo arquivada.
Minha mãe fez uma careta olhando para frente. “Desculpa, tudo bem, eu vou tentar... Mas pra mim isso é complicado. Não quero perder você de novo!” Quase se emocionando.
Coloquei a mão no ombro dela. “Você não vai perder, prometo!” Ela automaticamente voltou a sorrir.
A viagem até minha casa foi tranqüila depois dessa conversa, não me dava conta como era longe a clínica de casa, reparei em um papel no porta luvas que estava aberto, quando o peguei minha mãe sorriu discretamente. Era uma carta do Sanatório Municipal de Verital falando sobre minha alta.
Minha mãe apontou para o papel. “Para mim a melhor notícia que poderia ter em toda minha vida”. Sorri de novo.
Finalmente chegamos em casa, ela não havia mudado muito, tinha a mesma cor branca e as mesmas
plantas que minha mãe cuidava na frente só que agora maiores. Olhar para tudo aquilo era como voltar no passado reviver lembranças que a gente acaba esquecendo com o tempo. Minha primeira reação foi sentar no sofá de casa, que havia mudado para um estofado marrom com desenho de flores. Minha mãe logo foi pra cozinha esquentar alguma coisa para jantarmos.
Levantei, decidi ir até o meu quarto, quando o vi estava exatamente como eu havia deixando quando tinha 24 anos, me dava conta de como havia mudado nesse tempo, olhando no espelho do meu armário vi que aparência física continuava a mesma, branco, alto, com os mesmo olhos castanhos escuros e cabelo crespo preto. Também reparei que meu cabelo não havia crescido muito, na clínica só havia cortado uma única vez.
Quando iria começar a mexer nas minhas coisas, minha mãe avisou-me que o jantar estava servido. A comida estava muito agradável, quando terminei a refeição voltei para o meu quarto, queria terminar de me lembrar da minha juventude que havia passado tão rápido.
Comecei a abrir uma caixa velha dentro do meu guarda roupas, quando iria abrir um caderno antigo da escola, minha mãe falou que eu tinha uma visita. Fiquei curioso para saber quem era, minha mãe a trouxe ate a porta do meu quarto era Mariah.
Sabia que naquela noite teríamos uma conversa decisiva, iria descobrir quem era ela, e o queria.
Não me preocupei com a notícia, achei aquilo engraçado. No dia da minha última avaliação me deram roupas normais para usar, uma calça jeans e uma camiseta branca, até então só usava o uniforme azul da clínica.
Na sala sentei em uma cadeira velha de madeira de frente para uma mesa com três médicos que nunca tinha visto, eles tinham o olhar bem sério, o silêncio dominou a sala, até que um dos três começou a falar. “Paciente Christopher Solivan, trinta e um anos, internado a sete, avaliação de pedido de alta”. Disse o doutor mais jovem da esquerda.
O médico do meio começou a falar. “Senhor Christopher, o senhor acredita estar pronto para sair da clínica?”. Aparentava ser o mais velho entre os três.
“Sim, claro!”. Falei o mais sério que conseguia.
“Certo, nos vamos começar a fazer perguntas sobre os seus problemas, tudo bem?” Agora ele anotava algo no papel que estava preso a uma prancheta à sua frente.
A partir daí foi mais de uma hora de perguntas sobre toda minha vida na clínica, perguntas que Mariah já havia feito, então nenhuma delas foi novidade quando falavam. Todos eles perguntavam de forma agressiva, dispostos a me provocar, mais só conseguia responder tranquilamente porque me vinha na memória à maneira de como Mariah falava a mesmas perguntas de forma tranquila e serena.
A última pergunta da mesa foi novidade para mim. “Você acredita em vampiros?” Pensei um pouco, e senti ansiedade dos médicos em escutar um sim da minha boca. Mas respondi. “Claro que existem, em grande fábulas escritas, por grandes autores, mas nunca conheci nenhum”. Eles riram da minha resposta.
Falaram obrigado, e que iriam anunciar amanhã se eu teria alta. Não fiquei preocupado, sabia que amanhã eu iria embora da clínica, e que estava preparado pra começar uma nova vida, um novo começo.
Acordei com uma enfermeira falando muito animada que minha mãe estava me aguardando lá fora, que eu já poderia arrumar as minhas coisas, que já haviam me dado alta. Olhei para ela e agradeci com um enorme sorriso no rosto, levantei animado arrumei as poucas coisas que tinha falei obrigado para todos os funcionários que conhecia, mas senti falta de Mariah ela não estava lá, pensei que ela fosse aparecer no dia que ela mais desejava. O que poderia estar acontecendo com ela?
Ao atravessar a última porta da clínica para rua senti uma forte vontade de chorar, estava exatamente no ponto final de um caminho e no começo de uma nova vida. Minha mãe me esperava feliz, com um sorriso grande e bonito, o primeiro gesto dela foi abrir a porta do carro e falar. “Bem vindo filho!”
Nos cumprimentamos e entrei no carro, o caminho para casa foi de muita felicidade apesar de perceber que minha mãe estava sempre muito receosa de falar naturalmente comigo, até que eu não aguentei e perguntei. “Mãe você pode falar normalmente sobre qualquer coisa, inclusive sobre Cintia”. Falando de forma carinhosa. Cintia e Narian eram a mesma pessoa, somente eu sabia o verdadeiro nome dela. Quando Narian sumiu sem qualquer explicação suspeitavam que eu tinha alguma ligação com o desaparecimento dela, como fiquei desesperado e “louco” por não ter ouvido se quer um adeus dela, a investigação acabou sendo arquivada.
Minha mãe fez uma careta olhando para frente. “Desculpa, tudo bem, eu vou tentar... Mas pra mim isso é complicado. Não quero perder você de novo!” Quase se emocionando.
Coloquei a mão no ombro dela. “Você não vai perder, prometo!” Ela automaticamente voltou a sorrir.
A viagem até minha casa foi tranqüila depois dessa conversa, não me dava conta como era longe a clínica de casa, reparei em um papel no porta luvas que estava aberto, quando o peguei minha mãe sorriu discretamente. Era uma carta do Sanatório Municipal de Verital falando sobre minha alta.
Minha mãe apontou para o papel. “Para mim a melhor notícia que poderia ter em toda minha vida”. Sorri de novo.
Finalmente chegamos em casa, ela não havia mudado muito, tinha a mesma cor branca e as mesmas
plantas que minha mãe cuidava na frente só que agora maiores. Olhar para tudo aquilo era como voltar no passado reviver lembranças que a gente acaba esquecendo com o tempo. Minha primeira reação foi sentar no sofá de casa, que havia mudado para um estofado marrom com desenho de flores. Minha mãe logo foi pra cozinha esquentar alguma coisa para jantarmos.
Levantei, decidi ir até o meu quarto, quando o vi estava exatamente como eu havia deixando quando tinha 24 anos, me dava conta de como havia mudado nesse tempo, olhando no espelho do meu armário vi que aparência física continuava a mesma, branco, alto, com os mesmo olhos castanhos escuros e cabelo crespo preto. Também reparei que meu cabelo não havia crescido muito, na clínica só havia cortado uma única vez.
Quando iria começar a mexer nas minhas coisas, minha mãe avisou-me que o jantar estava servido. A comida estava muito agradável, quando terminei a refeição voltei para o meu quarto, queria terminar de me lembrar da minha juventude que havia passado tão rápido.
Comecei a abrir uma caixa velha dentro do meu guarda roupas, quando iria abrir um caderno antigo da escola, minha mãe falou que eu tinha uma visita. Fiquei curioso para saber quem era, minha mãe a trouxe ate a porta do meu quarto era Mariah.
Sabia que naquela noite teríamos uma conversa decisiva, iria descobrir quem era ela, e o queria.
Nota do autor
Obrigado as revisões de Deya grande amiga e da Tata minha prima viciada em discutir sobre o livro! kkkkk
Para o próximo capitulo prometo que será decisivo para trama começar a ser costurada! Abs!
Obs.: Pronto! Está ai o nome da clínica Moskito!
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